Aqui deitado nesta cama,
Olho fixante para o sol,
Não consigo apagar esta chama,
Nem encontrar um farol.
Tudo tão negro,
Este sol nada ilumina,
Não encontro sossego,
E a minha alma não culmina.
Deixo o tempo passar,
Vai passando tão devagar,
Não encontro maneira de te apagar,
E dava tudo para a encontrar.
Qualquer coisa me lembra de ti,
Não consigo estar um momento sozinho,
Preciso muito de mim,
Tenho de reencontrar o meu caminho.
Esta lágrima não pára de correr,
Nada apaga este sofrer,
Tudo aconteceu como devia de ser,
Sei que acabaria por te perder.
Momentos escritos na minha alma,
Estás cravada no meu peito,
Nada esta dor acalma,
Não encontro o jeito.
Deixem-me ir,
Larguem-me por favor,
Não sei por onde fugir,
E ainda sinto o seu cheiro e sabor.
Por tudo o que sofro e que irei sofrer,
Não sei se vale a pena,
Para sempre tatuada no meu ser,
Na minha Tristeza,
Na minha Alegria,
Em toda a minha Frieza,
E em toda a minha Agonia.
Posted at 19:55 by rbogas
Bocado de alma que expulso do meu corpo,
Pingo de recordação de cada milímetro do teu rosto.
Sentimento vão que tento abandonar a todo o custo,
Com cada gota de orvalho que escorre por este velho arbusto.
Sangue que salta desta alma ferida,
Vida que falta após a tua partida.
Gota de sentimento quente,
Que na alma gela,
Pedaço de cera incandescente,
Que vai consumindo esta vela.
Por cada pingo escorrido,
Desvanece cada sentimento perdido,
Por cada lágrima caída,
Perde-se um pouco da minha vida.
Posted at 19:54 by rbogas